O constructo é aquilo que fomos:
matéria sedimentada,
passado organizado em forma,
Base.
O robótico é aquilo que projetamos:
lógica antecipada,
futuro como promessa e cálculo.
Consequência.
O humano não é um nem outro.
É o que sente o abismo entre ambos.
É a tensão viva entre o que já foi
e o que ainda não existe.
Escolha.
O humano acontece no presente.
O presente não é passagem,
nem intervalo técnico.
É o único campo onde há existência real,
onde a consciência toca o mundo
e o mundo responde.
Não somos o que fomos.
Não somos o que projetamos.
Somos aquilo que opera agora,
no instante em que matéria e lógica
não se conciliam completamente.
O momento presente
é o que de fato temos.
É onde somos,
onde existimos,
onde ainda é possível escolher.
Viver.
Na guarda do momento
que é pra sempre.
eterno.