Raquel Ordones

De fato

 

O tempo no seu tempo; é tão rotineiro.

Primeiro: não espera ninguém; é natural,

Afinal: vastidão que mora no ponteiro.

Certeiro, sem nadinha de sentimental.

 

Varal, onde estende todo e qualquer arquivo.

Retroativo? Nem pensar; só na memória.

História fragmentada; a nada relativo.

Compulsivo em passar; aquisição ilusória.

 

Notória ação, de lembrança amarelecida.

Subida para o sótão com o vulto e sombra;

Assombra: futuro é parede tecida.

 

Ida, é só o que temos; tempo regente.

Urgente; em cada segundinho há despedida

Perdida nossa alma. - Quem ainda espera a gente?

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie