Eu não corro atrás das borboletas.
Quem corre, assusta.
Quem implora, perde a essência.
Fiquei.
Fiquei cuidando das minhas raízes sangradas,
arrancando do peito tudo que não florescia,
aprendendo a ficar inteira
mesmo quando ninguém ficava.
Meu jardim nasceu de noites silenciosas,
de lágrimas regando a terra,
de fé mantida quando tudo secava.
E então elas vieram.
Não por carência,
não por esforço,
mas porque beleza verdadeira
chama quem sabe enxergar.
Borboletas não pousam em jardins vazios.
Elas reconhecem alma viva. ??