Fabricio Zigante

RETORNEI

Retornei do exílio cruel
Para os ternos braços
Que não negam abraços
Nem nuvens no céu.

 

Retornei de uma pátria
Onde os gritos de dor
E o inexistente calor
Assolam a noite e o dia.

 

Retornei do profano
Da pátria tão distante
Qual inferno de Dante
É caminho do engano.

 

Retornei de um exílio
Das terras da solidão
Onde meu coração
Desconheceu o brilho.

 

Retornei à felicidade
Para o seio da poesia
Onde a luz do belo dia
São versos de eternidade.