No crepúsculo da minha alma, sinaliza um rastro de nuvens tortuosas que se fazem cúmplices de uma lua cinzenta e fria.
Anunciado o princípio de uma penumbra tempestuosa que se forma nas sombras das montanhas pontiagudas que delimitam o meu ser.
E eu, nessa noite sem fim de mim mesmo, me encontro em relento nos subúrbios da minha consciência.
Observando o alicerce das metrópoles erguidas aos pés do meu ego.
E nela, aguardo o alvorecer com ânsia. Na espera de um feixe quente e sereno.
Que, por fim, com seu calor, purifique dos centros às periferias de meu espírito.
Selando a desigualdade e tirania de mim, por eu mesmo.