Luare

Entre suspiros e pele

Entre suspiros e pele

 

No silêncio da noite, teu olhar me chama,  

Como brasa que arde e acende entre nós e sua cama. 

Teu toque é caminho, teu corpo é estrada,  

E eu me perco inteira nessa jornada.

 

Me envolves com a boca, com sede e ternura,  

Como quem desvenda segredos na penumbra.  

Teu ritmo é dança, teu cheiro é mar,  

E eu sou tempestade pronta para te naufragar.

 

Me tomas com força, me rendes sem pressa,  

Como quem sabe que o prazer não prega peças.

Entre gemidos e pele, o tempo se desfaz,  

E tudo que existe é o agora, o jamais.

 

Contra a parede, no chão ou no ar,  

Teu nome é mantra que me faz levitar.  

E quando o clímax nos toma por inteiro,  

Somos dois corpos,

um só devaneio.