Entre suspiros e pele
No silêncio da noite, teu olhar me chama,
Como brasa que arde e acende entre nós e sua cama.
Teu toque é caminho, teu corpo é estrada,
E eu me perco inteira nessa jornada.
Me envolves com a boca, com sede e ternura,
Como quem desvenda segredos na penumbra.
Teu ritmo é dança, teu cheiro é mar,
E eu sou tempestade pronta para te naufragar.
Me tomas com força, me rendes sem pressa,
Como quem sabe que o prazer não prega peças.
Entre gemidos e pele, o tempo se desfaz,
E tudo que existe é o agora, o jamais.
Contra a parede, no chão ou no ar,
Teu nome é mantra que me faz levitar.
E quando o clímax nos toma por inteiro,
Somos dois corpos,
um só devaneio.