Posso ser calma no fim do teu dia,
um “tô aqui” dito sem explicação,
um gesto simples, quase sem poesia,
mas cheio de verdade e intenção.
Posso ser pouco, se isso te bastar,
um passo ao lado, nunca à frente ou trás,
não te prometer o que não posso dar,
só ser presença quando o mundo cai.
Não sou certeza, nem voz elevada,
sou falha aberta, humano, imperfeito,
sou alguém tentando, de forma cansado.
Se amar for isso — entrega sem receita —
então eu fico, mesmo sem ser nada.
E, sendo assim, talvez eu seja aceito.
28 jan 2026 (14:28)