Não foi de repente.
Foi aos poucos.
Como quem chega sem fazer barulho
e fica sem pedir permissão.
Teu nome aprendeu o caminho do meu silêncio,
e hoje mora aqui,
onde o peito descansa
quando o mundo pesa demais.
Eu não te procuro para me salvar,
mas em você eu descanso.
Não é dependência,
é abrigo.
Em dias nublados,
é o teu olhar que aquece.
Em noites longas,
é a tua presença que acalma
os pensamentos que insistem em não dormir.
Amar você não é urgência,
é permanência.
É saber que, mesmo em silêncio,
a alma reconhece o lar.
Porque no fim,
entre tantas rotas possíveis,
meu coração sempre volta
para o mesmo lugar.
Mi lugar… eres tú.