Sinto-me longe de tudo,
Perdido num nevoeiro mudo,
Talvez vindo de outro mundo,
Seduzido pelo risco profundo,
Vivendo o que é imundo.
Não sigo normas nem trilhas,
Faço o que a mente compartilha.
Não sigo regras, são armadilhas,
Quebradas como peças em ilhas.
Ignoro o que me dizem,
No perigo encontro o que aliviem.
Procuro abrigo, mas me contradigo,
E odeio cada verso que eu digo.