Ju Lufada

Abril de mágoas e omissões

Abril de mágoas e omissões

(Mafra, 20 de abril de 2010 Juliana de Lima)

 

Em minha estadia serena,

Surge uma espessa escuridão.

Em seguida um raio

Estremeceu os pampas.

 

Não era centauro bravo;

Não era caudilho;

Não possuía adagas

Ou compaixão.

 

Espalhou minha melena,

Gelou meu coração...

O mês? Véspera de maio!

Se eram bichos não possuíam colas nem guampas!

 

Escurecendo meu céu azul (alvo),

Meu âmago, brio.

Deixando no semblante mágoas.

Não era a morte. Mas, a maldita omissão.

 

Omissão esta que veio a cavalo.

Em um belo e frio domingo.

Chegou irônica, exigindo-me,

Aos gritos!

 

O fado quis acalmá-la ;

A lacuna rindo;

O orgulho detendo-me

Em um viver de verbos extintos.

 

Era um Melro (repito: a cavalo)

Num vento redomão,

Minuano arrepentido

Depois do dano irreversível.

 

É um sofrer alado,

Unitária compreensão,

Princípio ferido...

Afinal: És engano, ou amor incábivel?

 

(Juliana de Lima).