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Solidão

“No que tange à solidão?” foi a minha questão,
Todos observavam, mas não sabiam o que dizer,
Então tudo o que eu refletia se tornava uma fantasia,
Logo eu aprendi que a resposta era sintética e brutal: o próprio falecer,
Eu não consigo pintar aquele dia.

Com o tempo, eu acendi,
E a dúvida se tornou mais bestial,
“Qual o sentido da crença? Qual o significado da adoração?”,
O resultado foi parecido: não existia resposta,
Como protesto, eu abandonei-a; aquela era a minha obra.

Minhas concentrações só comprovavam a teoria:
Eu não era encantado.

Ademais entendi o acordo,
A história trágica que eu queria foi a história que eu recebi,
A dor calamitosa do infortúnio? Foi o que eu protegi,
O passado tortuosamente arrastado? Foi o que eu defendi,
A tragédia dos amores que aparecem? Foi o que eu escolhi,
Eu tive a ideia errada de mim,
E ainda assim, fiquei.