Há uma saudade absurda, vasta e profunda,
Que se instala no peito e o mundo inunda.
É o teu cheiro, amor, que o vento procura,
E o teu carinho, antídoto para toda amargura.
Pensei naquela brincadeira, um doce clamor:
\"Se eu gritar bem alto... moooor!\"
Será que virias, em passo apressado,
Trazer teu abraço e teu riso engraçado?
Mesmo com as piadas sem graça, eu sei,
É no teu refúgio que sempre me encontrei.
Cada gesto romântico que a vida desenha,
É o teu nome que minha alma testemunha.
És a brisa que sopra, suave e sutil,
Ou o frescor que acalma o calor febril.
És a nuvem solitária no azul do infinito,
O detalhe mais raro, o traço mais bonito.
Sinto falta do teu abraço, que é minha morada,
Do teu sorriso luz, que ilumina a jornada.
Sinto falta da paz, da tua segurança,
Que mantém viva em mim a doce esperança.
Minha casa é o teu peito, meu norte é o teu olhar,
Por favor, volta logo, para o nosso lugar.
Pois o tempo sem ti é um deserto de cor,
Volta depressa, meu eterno amor.