a lonely poet

O Aroma da AusĂȘncia

 

O Aroma da Ausência

Há uma saudade absurda, vasta e profunda,

Que se instala no peito e o mundo inunda.

É o teu cheiro, amor, que o vento procura,

E o teu carinho, antídoto para toda amargura.

Pensei naquela brincadeira, um doce clamor:

\"Se eu gritar bem alto... moooor!\"

Será que virias, em passo apressado,

Trazer teu abraço e teu riso engraçado?

Mesmo com as piadas sem graça, eu sei,

É no teu refúgio que sempre me encontrei.

Cada gesto romântico que a vida desenha,

É o teu nome que minha alma testemunha.

És a brisa que sopra, suave e sutil,

Ou o frescor que acalma o calor febril.

És a nuvem solitária no azul do infinito,

O detalhe mais raro, o traço mais bonito.

Sinto falta do teu abraço, que é minha morada,

Do teu sorriso luz, que ilumina a jornada.

Sinto falta da paz, da tua segurança,

Que mantém viva em mim a doce esperança.

Minha casa é o teu peito, meu norte é o teu olhar,

Por favor, volta logo, para o nosso lugar.

Pois o tempo sem ti é um deserto de cor,

Volta depressa, meu eterno amor.