Nos corredores da escola, ele passa, sorriso solto, voz que abraça.
Faz piadas sem graça,
mesmo assim, eu acho graça.
Seu cheiro é vento, seu olhar é mar
e eu me afogo sem ninguém notar,
mas ele nem tenta reparar...
Ele fala das meninas, do beijo na festa,
eu rio, finjo festa.
Por dentro, uma guerra:
como posso amar quem nunca me amará?
Tento apagá-lo de cada pensamento,
mas ele volta como o vento.