E de repente você volta,
como se nada tivesse acontecido.
Como se o seu cheiro não tivesse ficado em minhas roupas,
como se os seus lábios nunca tivessem tocado os meus,
como se suas mãos viessem frias, distantes,
mas bastava um toque
para que
acendesse em mim um fogo antigo,
desses que transformam silêncio em chama.
E eu fico, recolhendo pedaços do que fomos,
tentando aprender a viver sem o calor
que só você sabia acender.