Magz

Os desenhos

 

Às vezes, sinceros até demais,
gostaria de engoli-los
e vomitá-los constantemente,
para que todos vissem meus esboços
e sentissem, em cada traço,
o desespero que ponho no papel,
a ânsia de cada próxima respiração.

Qual será a força,
a cor,
com que minha alma se expressará?

Saibam: a lapiseira traduz
a língua bagunçada do meu coração.
Esse que nunca soube se esconder
na hora de gastar um grafite.

Quero gravá-los aqui, pessoal:
você, eu.
Quero me lembrar do que já senti
e sentir de novo,
para nunca me esquecer
que eu estive viva esse tempo todo.