você lembra das minhas cores favoritas?
das minhas manias que te irritavam?
eu lembro das suas.
as memórias com você me visitam
com certa frequência —
e é até contraditório
a insistência da minha cabeça
em não me deixar te esquecer.
quero bater na sua porta
e dizer que você é uma idiota.
quero te abraçar, sentir seu perfume
e dizer que nunca mais quero ouvir
seu nome na boca de qualquer outra pessoa.
que inferno,
por que não consigo me livrar de você?
você mal deve se lembrar de mim,
e eu aqui, escrevendo mil coisas pra ti —
palavras que morreram no meu bloco de notas,
porque você nunca vai ler.
não tem como você voltar a ser
o que foi pra mim.
essa lamentação é só pra ver
se dói menos
essa facada no peito que você me deu.
pena que quem sente
sou só eu.