Antonio Salgado

A dor de um amor impossibilitado

Você sabe que não te esqueci
Sabe que nunca vou te esquecer
Porque a beleza que nesse rosto vi
É como uma lareira, na calada noite,
A me aquecer

Sabe que o sorriso mais bonito é o seu
Sabe que o olhar mais profundo também é
E que na sua boca só falta eu
E que seus olhos, atentos até na tempestade, 
Me decifram da cabeça ao pé

Você sabe o porquê de não estarmos juntos
E sabe o quanto me dói a sua ausência
Pois como duas metades do mesmo coração,
Era para pulsarmos juntos com presença
No ritmo da vida

Mas a própria vida nos fez separar
Com uma distância além de fronteiras
E por mais que eu não queira parar
A dor, em meu peito, incendeia esse jardim de amor
E agora só penso besteiras

Talvez a vida nos queira ensinar algo
Nos fazer crescer antes de prosseguirmos nossa história
De forma que dói e me sinto vago
Mas me conforta pensar que você está aí
Viva, radiante, bela, de forma notória

Eu te amo e seguirei te amando, minha Anny