O sono me chama, mas não me leva,
Amanhã é partida, não mais espera.
Não posso ficar, já é hora de ir,
Quero um trabalho, um rumo a seguir,
Guiar meu carro, enfim decidir,
Ser dono de mim, poder construir
Tudo aquilo que sempre quis sentir.
O que vier de bom, será bem-vindo,
Os erros e acertos — vou assumindo.
Não sou mais aquele que ficou no ontem,
Sou o agora, mesmo que sem fontes.
Às vezes pareço viver num abrigo,
Não sou tão velho, mas é o que digo.
A vida nos leva sem mapa ou fim,
E não é a primeira vez que é assim.
No fundo, eu sei: só tenho a mim.