Quando eu morrer
quero uma coroa.
Não de flores.
Apenas das pessoas que povoaram
os meus dias,
as minhas horas,
os meus minutos.
De pessoas que me acompanharam
neste caminho tortuoso
que é o que fazemos
desde que nascemos
até morrer.
Uma coroa de amigos.
Amigos só.
Os que estiveram presentes,
não os ausentes
nem os indiferentes.
Apenas os de raça pura.
Uma coroa de sorrisos e alegrias,
uma coroa de empatia e humanidade,
uma coroa só minha.
É a minha morte,
o meu funeral,
e por isso quero a minha coroa,
só minha
e de mais ninguém.
Quem reclamar
está fora dela.
A minha coroa
é a minha vaidade .