O mundo me vê inteiro,
mas ninguém olha fundo.
Carrego silêncios no peito
que não fazem barulho no mundo.
A dor aqui dentro lateja,
enquanto fora um sorriso falso reflete.
Aprendi a não incomodar
pra não virar peso no olhar.
Tudo à minha volta se move,
e eu sigo parado dentro de mim.
O vento toca o que eu escondo,
e a alma estremece em silêncio.
Um arrepio na espinha,
como se algo em mim nunca descansasse.
Aparento estar inteiro por fora,
mas sou cacos de vidro espalhados.
E sigo sem saber lidar
com o que habita aqui dentro.