june, 12, 2025
não sei se foi amor
ou só Deus me ensinando a sentir mais fundo,
mas foi em junho que teu nome
passou a morar nos meus pensamentos
como quem não pede licença
e mesmo assim fica.
te conheci sem promessas,
sem certezas,
sem saber onde tudo isso ia dar.
mas eu gostei —
gostei do jeito torto,
do jeito calmo,
do jeito distante que você tinha
de estar presente.
eu era silêncio.
e você, sem saber,
era o primeiro a não tentar me calar.
em mim sempre houve muito sentimento
e pouca voz.
por isso eu amei quieta,
orei escondido,
esperei sozinha.
gostar de você
foi aprender que amar também dói
quando não encontra lugar pra ficar.
teve dias em que eu falava com Deus sobre você
mais do que com qualquer pessoa.
pedia cuidado,
pedia proteção,
pedia que, se não fosse pra ficar,
que não doesse tanto.
mas doeu.
doeu porque foi real.
te conheci em junho
e desde então algumas coisas mudaram em mim:
aprendi que nem todo amor vem pra ficar,
alguns vêm só pra nos revelar
o quanto somos capazes de sentir.
se algum dia você souber
do quanto eu fui sincera em silêncio,
talvez entenda
que o que eu senti
não foi pouco —
foi tudo o que eu sabia sentir.
com carinho,
de quem nunca teve voz,
mas teve amor.