Celebrar o nascimento.
Não é apenas o dia em que cheguei ao mundo,
mas o caminho que sigo desde então:
existir, aprender, cair, levantar
e me refazer nas relações humanas.
Este é um dia de escuta.
De silêncio interior.
De perguntar ao Divino:
que livro eu sou para o outro?
Que história o outro lê
quando cruza o meu caminho?
Ouvir alguém falar de mim
é como escutar um oráculo imperfeito.
Há verdades que reconheço,
há imagens que ainda não alcancei,
e há versões minhas
que talvez estejam sendo gestadas no tempo.
Dizem que sou autêntica.
Talvez seja o sopro do astro Rei
que não aceita máscaras.
Dizem que sou simples,
porque caminho na verdade - ah sim, eu tenho a minha Verdade,
Dizem que sou leve,
porque não prendo, não cobro, não aprisiono, fica quem quer ficar.
Respeito o outro como ele é
e sigo em paz.
Mas o que mais me toca
são os votos lançados ao Universo:
que eu seja recompensada
pela energia que emano.
E então eu oro.
Peço ao Divino que purifique
tudo aquilo que em mim ainda pesa.
Que transmute a energia que fere,
porque sou humana,
e fortaleça a energia do bem
que escolho alimentar.
Que o Universo guarde o que é luz
e dissolva o que não serve mais.
Sei quem sou:
protejo os meus,
sou fiel aos laços verdadeiros,
e não forço permanências.
Quem não vibra em harmonia
não atravessa o meu campo.
Meu universo é sagrado
e só entra e permanece quem chega com respeito.
Que cada um leia este livro, que sou EU
segundo a própria consciência.
E que leve consigo
apenas o que cura.