Observo.
Sentada à janela, a vida passa:
pássaros riscam o ar,
borboletas dançam
amores começam e se desfazem.
O sol atravessa o céu
do nascente ao poente
e eu observo.
Penso por um momento:
e se eu saísse daqui?
Se pisasse entre as flores?
Seria o céu mais bonito lá fora?
E se eu saísse daqui?
Desisto.
Amanhã, talvez.
Por ora,
vejo o céu
daqui da janela.