Brunna Keila

Dias comuns também ensinam

Hoje eu não estou aqui pra escrever formalmente, e muito menos começar com uma frase bonita, com um parágrafo argumentativo, e nem concluir dando conselhos a vocês, porque hoje eu também preciso de conselhos.

 

As escrituras pra mim não significam só contar história fictícias, não é escrever uma história da sua vida a servir de exemplo para os leitores, e além de escrever a gente também lê, se inspira, e motiva a seguir em frente, porque escrever também não é fácil, é um trabalho como qualquer outro, que requer esforços, requer paciência, conhecimento, coerência em dobro, atenção, cuidados e responsabilidade, sabendo que podem amar o\'que você escreve, e também pode ler e dizer: “ainda tem muito que aprender”

 

A leitura e a escrita são duas coisas que andam lado a lado: quanto mais se lê, mais se escreve.

 

E eu não aprendi isso só nos livros, eu aprendi prestando atenção.

 

Quando você pega o hábito de ler e escrever, você começa a olhar tudo como título de uma história, coloco como exemplo, a depressão, a gente sente tantos sentimentos misturados que a fala saída da boca não é capaz de dizer, é algo que vem de dentro, é interno, que só as mãos sabem escrever o que sente, porque uma folha e uma caneta não vão te obrigar a dizer e não vão te obrigar a escutar o\'que você não precisa ouvir.

 

Tudo se torna mais leve, você se torna menos ansioso e a vida te abre portas para oportunidades novas, não só dentro de você, como fora.

 

Quem tem metas, tem medo, tem constância, a gente perde compromisso, atrasa horários, se cansa da rotina diária… mas faz parte.

 

É tudo feito com propósito, porque você para, e pensa: e se não der certo? e se…

 

eu também já pensei e penso assim, minha cabeça enche de ideias, eu estabeleço metas, coloco sonhos em prática, mas a gente nunca sabe se o que a gente quer é pra ser nosso, há anos tenho esse pensamento, mas assim a gente permanece, segue, não vive só de momentos bonitos, excepcionais, vivem do dia a dia, da tolerância, que são duas coisas que muita gente não tem.

 

A gente deve pensar o que? Os dias não vão passar em clima de festa, existem muito mais dias de chorar do que de rir numa vida em comum, e é preciso aproveitar os dois, aprender com os dois… No fim a gente percebe que não é sobre ter todas as respostas certas, nem sobre fazer tudo do jeito que planejou, é mais sobre continuar mesmo com medo, mesmo cansado, mesmo sem saber se vai dar certo, escrever, ler, sentir e observar acabam virando formas de permanecer quando tudo fica confuso demais, não é sobre dias perfeitos ou momentos excepcionais, é sobre os dias comuns, os dias difíceis, aqueles em que levantar da cama já exige coragem, e se hoje eu não tenho conselhos pra dar, tudo bem também, porque viver é isso, aprender enquanto caminha, errar, ajustar a rota, recomeçar quantas vezes for preciso e seguir, não por certeza, mas por escolha nossa.