Numa bolha pessoal iludimos a mente
Assoberbada do eu maior, mata o entorno
Clandestino nocturno disfarça sorrateiramente
Nossa vida pintada na tela do universo
berra pela sua animação de continua busca
onde percebo lentamente a metáfora no verso
metamorfoseado num nítido jogo que ofusca
percepção do espaço impactando
pensamentos atoados pela angustia,
na imensa solidão vivo disfarçando
minha tristeza embrulhada na astúcia
Tactear o vão infinitos
revela inconstantes sinapses
vultos sobrevoam e ecoam teses
do fleche batido num minuto
Imagno Velar