Raquel Ordones

Alma em sua delícia de nude

No canto do papel, a nota pequenina.

Fina, impactante, e com um cheirinho tão bom;

Tom arco-íris e com tanta disciplina,

Menina de tudo, e já usava batom.

 

É dom de simplicidade; um tanto singela,

Bela era pouco para sua magnitude,

Atitude autêntica, verso tagarela,

Tela onde a tinta se fez cristalino açude.

 

Pude observar de perto; poesia rica;

Bica de inspiração; cerne de plenitude,

Amiúde em palavras que na gente fica.

 

Modifica o dentro, é paz e inquietude.

Alude do coração que se fortifica;

Vivifica a alma nessa delícia de nude.

 

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