Teus olhares fugidios me acendiam,
teus sorrisos cativavam meus desejos,
desejos descerrados lento, lentamente,
entre janelas de inebriantes sensações...
Suavíssima embriaguez inundava-me!
Tinha ânsia de viver por essa estrada,
estrada que se abria cheia de esperanças.
Entre aromas abundantes, abriguei-me.
Inquietos ardores inundaram-me!
Inferno de quem ama, esses desejos...
Teus olhares, dançavam ditosos, meigos,
com o coração acelerado, me consumia.
Sonhava com tuas mãos, coxas e beijos,
sonhava com incontáveis e frescos afagos.
Ah, esses momentos intensos entre beijos!
Teus olhares lânguidos me diziam coisas...
Minha fatalidade são esses afagos...
Brincas comigo nessas noites quentes,
cheias de tormentas, caos e agonias.
Teus olhares esquivos, me alucinam!
Imprudências pulsantes, inflamando-me.
Errantes passos, ecos disformes me seduzem.
Ah, teus perfumes, essas imprudências, esse vício!
Embriago-me, febril, entre confidências.
Teus olhares esquivos inebriam-me.
Rumino tantos sentimentos e lamentos,
tantos dias de entrega, furtando-te carícias.
Ah, teus olhares lânguidos e meus cansaços...