Noétrico

O Poder

Ah, o poder — como é delicioso...
mas sei do veneno por trás do seu brilho,
esse aço doce que beija e corta,
sempre exigindo mais.

Aprendi a tocá-lo sem servi-lo:
mantenho a mão firme,
o pulso lúcido,
o passo claro entre sombra e chama,
sem me perder no reflexo.

Diante do direito, autoridade
Diante da lâmina, a bala.
Eu escolho o momento, você ouve’
‘Mais não há.