Uma vez fui um pensador sem pensamento,
Outra vez fui uma corda sem concerto,
Ainda fui uma semente sem centeio,
E fui também um desalinho sem momento,
Mas serei eu um caminho atento,
Na sequela de um teatro sem sustento,
E na amargura de um amanhã levar um afeto,
Como se a minha vida tivesse um propósito,
Depositado nas ondas de uma ternura a preceito,
Será neste atalho um destino, entretanto,
Aquele por quem eu me encontrarei no meu alento.
M.
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