Tony Macamo

A Chuva

Bateu à porta ,
pensou em deixar suas lágrimas.
Porém a aurora interveio,
meio ao silêncio.
Um som da chaleira ia além ,
o café era servido.
Naquele quarto proibido,
a chuva pensavam em cair.
Cada cheiro trazia o passado,
o amor vivido.
Os móveis não mais brilhavam,
os retratos não mais falavam .
A mesa estava repleta de cartas,
outras cheias e outras vazias.
Na parede os nossos nomes ,
decoravam,porém sem brilho.
E a chuva caia com as memórias,
que ia se revivendo no silêncio do quarto proibido.
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