Sinto que caminho em círculos,
presa a uma espiral que, disfarçada de avanço,
sempre me devolve ao mesmo ponto.
Caio.
Ralo os joelhos no chão do tempo.
Ergo-me e prometo, em voz altiva:
“nunca mais.”
O destino, astuto e vilanesco,
reconhece meus passos,
antecipa meus tropeços
e me recolhe, outra vez,
na mesma armadilha.
Bem empregado para mim,
pequena alma com mania de grandeza,
criança birrenta que se recusa a aprender.
Recolhe-te ao interior,
aceita a tua exata medida.
Sente a tua humanidade
e continua.