Asas celestes
(Rio Bonito, 19 de fevereiro de 2010 Juliana de Lima)
Melro de asas celestes,
(Fortes refúgios),
Eminente presença,
Motivo de saudade.
Quando de anjo vestes
Belos gorjeios,
A ausência
Converte-se em felicidade.
…Mas, atrelado de ego,
Desprovido de perfeição,
Vais embora,
Foges do sublime amor.
Do calor do aconchego
Ao frio da solidão,
Do sabor da Aurora
Ao adeus que deixa dor.
Ó asas- reminiscências
Dai-me paz ao coração:
Devolva-me a essência,
O amor maior, a razão!
(Juliana de Lima).