Rute Iria

Mnemónica de Abraão

Mnemónica de Abraão

 

 

Mnemónica de Abraão em Canaã aventada,

Troveja a selva urbana embravecida.

Torvelinho, Betel. Enfim, a vida

Impele, propulsiona. Desterrada.

 

Clade d\'Avalon(1), ruína, qual errata

À vista? E, só, em deserto amanhecida.

Ressurge-me no espaço-tempo a Vida

De mim, a Melusina mais abstracta.

 

Palingenesia embraia sob tais ventos,

Qual fiorde em tessituras desumanas

E laudativamente nos(2) reinvento

 

A fim de nos mantermos em hosana.

Não consinto em quedar-me comummente

E assim me transfiguro em inumana.

 

 

(1) do mito celta de Melusina

(2) aos que vivem comigo

 

 

26/11/2016