Brunna Keila

Que amor é esse que só sabe fazer sangrar?

Os dias não vão passar em clima de festa. A vida não é feita de comemorações constantes, mas de intervalos. Vivemos momentos lindos, é verdade, daqueles que aquecem a memória e enganam o coração, mas existem muito mais dias de chorar do que de rir numa vida comum. E ainda assim, é preciso atravessar os dois, aproveitar os dois, aprender com os dois.

Porque é no choro que a gente se reconhece frágil, e no riso que a gente se lembra de estar vivo.

E que amores são esses que vivemos, que prometem abrigo e entregam ferida? Amores que chegam como casa e saem deixando escombros, que dizem ficar e partem levando o que havia de mais bonito na gente. Amores que não sabem amar sem fazer sangrar — e mesmo assim, a gente insiste, porque amar, no fundo, sempre foi um risco que aceitamos correr.