Well Calcagno

Do nosso tempo

Como não estar farto com esses dias

Em que a loucura e a ganância cega

De um déspota demente

Reverbera caos por todo lugar ?

 

Desde os recônditos cantos do velho mundo,

Às belas florestas acima dos solos

Repleto de ouro e outras artefatos do lucro,

Na América latina.

 

A ordem do mundo muda

Enquanto robôs tomam o emprego de pessoas ,

Para amplificar a produção,

Robô não come, não precisa vestir roupas,

Ou a ilusão oferecida nas mesas de café da manhã

De onde os poderosos tomam suas decisões,

Criam suas normas e nos empurram goela abaixo.

 

O sistema começa a ruir

No auge de sua eficiência,

Os países ricos fazem chover fogo do céu,

Uma chuva de excrementos angelicais

Que ficarão nos anais da história

Como a era da falta de vergonha

De assumir símbolos da morte

E da autoridade.

 

A terra está em chamas

A alma jogada na lama.

Queria dizer a Lorca que

Enquanto ajeito sua gravata vermelha

Que os gatos não comeram rãs o suficiente,

É hora de comerem cobras.

Crise dos costumes engenharia social

Colapso termoenergético tiros bombas

Ações em tendência de alta

Criança com fome

Carros elétricos bomba nuclear

Sorriso da morte

Sorte de quem já se foi.