Queria entender coisas,
Coisas essas que pensei que houvesse desaparecido,
Tal como a neblina densa de uma manhã
Espreitando o dia ensolarado que está por vir...
Ser mediano em tudo
Não é um incômodo, sério
É libertador!
Ainda mais quando sei que posso mais,
Que me esforço o suficiente para não me perder,
Me perder de mim mesmo...
Mas a pressão imposta..,
Por aqueles que se acham melhores...
Mas, melhores no que?
Empatia? Não;
Paciência? Não;
Amor? Não!
Então, por que?
A vida é engraçada
Engraçada porque nunca se sabe de nada
Engraçada porque o tudo é o nada
Assim como o nada é o tudo
A vida é incerta
Poque... porque as ondas...
As ondas ondulam,
Feito macarrão num garfo.
O som também muda,
Mas conforta o que não consegue ser expresso...
A dor... a dor machuca
Mas reacende a raiva
Destrói a alma
E alcança o inevitável
Queria eu saber o sentido disso tudo
A alma destruída assim como o amor do mundo
Um mundo estilhaçado em fragmentos insólidos
Assim como um violino abandonado numa casa escura e abandonada...
O peso da alma enlouquece
Em poesias bagunçadas
Em amores perdidos
Em almas desoladas
Em um rumo sem um \"eu\"