Gosto da verdade,
do que é real,
do que não se esconde.
Não me importa se ela chega com dor,
com desgosto,
com pressupostos quebrados.
Ela só precisa vir.
Precisa existir.
Desprezo os dias em que vivo:
neles, a verdade rareia,
a sinceridade se perdeu,
e a crueldade aprendeu a usar máscaras.
Meu coração aprendeu a não se abrir.
Abrir, hoje,
é quase sempre ferir-se.
Foram muitas mentiras,
muitas falsidades,
muitos rostos sem alma.
Sigo com o meu coração só.
Mas sigo inteira.
Ao menos,
a verdade caminha comigo.