Parece cocaína, mas é só tristeza,
um pó invisível que arde no peito
e anestesia os dias.
Carrego no rosto o que ninguém vê,
um cansaço antigo,
um silêncio que aprende a falar sozinho.
Eu desapareço às vezes.
Não por covardia,
mas porque existir dói demais quando tudo pesa.
É minha coisa.
Sumir um pouco pra não quebrar inteiro,
virar sombra pra continuar vivo.
Entre a tristeza disfarçada
e o sumiço voluntário,
vou sobrevivendo
não por esperança,
mas por obrigação.
- \"Falta algo...\"