Rute Iria

Infrene

Infrene

 

 

\"A arte termina na forma, mas é na emoção que começa.\"

FERREIRA, Vergílio “Arte Tempo”, edições rolim

 

 

Fúlmen, Plutão, borrasca, saraivada,

Taranis de Lucano que abalroa.

Alopsíquica, norte, eixo ou genoa?

Voragem insana que insta a mente alada.

 

Na fímbria dos meus dedos, quente, ateada,

Ela freme, no enlevo, ábsona soa

A toada, como intrínseca garoa,

Incoa a reivindicar voz n\'alvorada.

 

Geometrizo-a em criação ilocucional,

Adstrinjo-a, tecnicizo-a em fria escansão

Aflo a sublimidade com a qual

 

Balizar a invernia, a febre de então.

Expugno o caos babélico afinal

À infrene, incompta, incôndita - a emoção.

 

 

19/1/2020