Nuvens, nuvens escuras no céu
Lágrimas, eu vi lágrimas caírem do seu rosto
O que é perder tudo? O que é perder a alma?
E ferrugem consome, com o cérebro que definha aos poucos
Trancado, o meu coração está quebrado
Sem alicerce, apenas sua melancolia
Seu reflexo, destrutivo, sem imagem, sem reconhecimento
Você mudou? Talvez? Não, até quando?
Não mudou o mundo, não mudou nem a si mesmo
Corra pelos campos de lama, para que os seus pecados não lhe afundem
Dentro da sua mente, uma bagunça sem fim
Seremos livres? Verdadeiramente livres?
Noites em claro, madrugadas em branco
Apenas riscos no calendário, dor e ensanguentado
Ei mãe, ei pai, aqui dentro é frio e solitário
E o tempo passou, e eu não fiz o que deveria, perdão pelos lamentos
E eu aceitei, não os motivos, mas as consequências
Só que eu não consigo ver o outro lado da ponte
Enquanto puxo a minha cruz, deixei ela cair muitas vezes no caminho
Porque eu tenho medo do inferno e não quero a destruição...