Vou viver os últimos anos
como se fossem os primeiros
Apreciar os detalhes do instante
e as nuances de cada momento
que os adultos esqueceram de fazer
Manter o espanto intacto
o erro permitido
a ausência de preconceitos
e a curiosidade sem currículo
Vou tropeçar nas manhãs
sem pedir desculpas ao chão
e o dia não vai me dever nada
eu que darei a devida atenção
Não vou mais correr atrás do tempo
mas me sentar ao seu lado
e deixar que ele me conte
O que ainda tem para me dizer
E ao viver os últimos anos da vida
Como se fossem os primeiros
vou então chamar de futuro
tudo que conseguir me surpreender