Palavras de amor,
Com letras caprichadas
E papel decorado.
Algo de lembranças,
De algo acabado.
Não vejo o papel,
Mas me lembro dele.
Lembro de cada detalhe;
A Carta paira minha mente.
Se acabou,
Não tem porque guardar.
Tiro as mentiras escritas
Do Fundo da gaveta —
Não para ler,
Mas sim para queimar.
Para não correr o risco
De, num futuro,
Lembrar de palavras,
Vou deixar nas Chamas
Enquanto me lembro das ações.
Vejo o fogo consumindo
Cada palavra profunda,
Cada capricho antes colocado
É prazeroso ver o fogo,
E fica ainda melhor
Quando sei o que está alimentando.
Adeus passado