Você partiu
como quem fecha a porta devagar,
sem barulho,
mas deixou o eco do teu nome
batendo em tudo aqui dentro.
Eu tentei seguir,
trocar caminhos,
mudar de assunto com o coração,
mas ninguém me explicou
como se apaga um rosto
que ainda mora na memória.
Você não me ensinou
a fingir que não lembro,
nem a andar sem olhar pra trás,
não disse como se vive
quando o amor fica
e a pessoa vai.
E eu sigo,
meio indo, meio ficando,
aprendendo sozinho
a conviver com a tua ausência,
porque esquecer você
nunca foi uma lição
que eu consegui aprender.