Jairo Cícero

Além do Olhar Cotidiano

 
 
 
Há grades invisíveis que a mente constrói, 
Um mundo pequeno que a rotina corrói. 
Mas dentro da alma, um anseio profundo, 
Por ver mais além, por sondar cada mundo.
 
 
No toque do livro, que a capa se abre, 
Um universo novo que em mim se descobre. 
Filósofos sussurram, pensares sem fim, 
A psicologia desvenda o que mora em mim.
 
 
As linhas da vida, do espírito o traço, 
Despertam perguntas em vasto compasso. 
Quem sou, de onde venho, aonde irei chegar? 
A busca é constante, o eterno indagar.
 
 
E não só no intelecto, a mente a voar, 
Mas na imensidão que me faz respirar. 
Um novo caminho, uma brisa no rosto, 
Que alarga a fronteira do velho e do posto.
 
 
O mar que se estende, sem fim, sem fronteira, 
Me mostra que a alma não tem barreiras. 
Aprender, contemplar, sentir e viver, 
É expandir-se em ser, para então florescer.
 
 
Que caia o que prende, que o véu se desfaça, 
Que a luz do saber cada sombra desfaça. 
Pois cada horizonte que o homem alcança, 
É um novo eu que surge em plena bonança.