Quem sabe já nem seja mais tão-só um sinal confuso.
Teus espaços — meus, aparecem desconstituídos.
A presença inquietante do deslaço dos abraços,
desdizem os carinhosos olhares outrora acontecidos.
Incomoda esta sensação estranha de intruso.
Nas madrugadinhas, meus cuidados a ti dispensados — na cama,
recebem, remotíssimas vezes, no máximo um balbuciado bom dia.
Mas nunca, nunca, jamais um me ama;
O desjejum oferecido com carinho à mesa — esfria,
expressa-se, indisfarçável, no rosto, sério desdém.
É explícito o eu não quero, o eu não gosto, ou o não convém.
Analogamente, poderia ser uma expressa carta sem caligrafia.
Sou sobras, sou farrapos, sou modelo de lágrimas de alguém,
um vai e vem sem um sinal de fumaça, sem um vagão de trem,
que me guie, que me leve a algum lugar — além.