DAN GUSTAVO

DA CANGA DE ZANZA...

Daquela canga de Elisângela...
Mandei fazer uma fronha
Pra também embalar meu travesseiro
Com tudo aquilo que se sonha
Sob o que levou o seu amor e \'tempero\'!
Pra fingir ter o seu colo...
Dormir ou morrer por esse amor
Mas, tendo o seu \'dolo\'!
Com essa fronha que já foi uma canga...!
Podemos ir juntos àquela praia...
Você, cabelo ao vento, pé na areia...!
Feito as ondas, pra lá e pra cá, e na saia;
\'Licorne marinho\' leva a sereia!
A última daquelas peças doadas...
Com o teu cheiro e o perfume de hibisco...!
E algumas lembranças estampadas...!
Que pego, cheiro, me envolvo e mordisco!
Com essa canga \'que é Elisângela\'...!
\'Saída\' que se mantém na mente!
Pareô duma nativa utópica!
Parangolé que te faz envolvente!
Manto de deusa afro-greco-nórdica!