Raio de luz, brilha sem parar,
Brilha aqui, lá, e em o meu todo lugar.
Persigo incessante, essa luz brilhante, que não deixa de piscar.
Em cada dia que eu me levante,
Em terrível semblante,
Penso se um dia irei a alcançar.
À noite me sento,
Tenso e isento,
De qualquer paz ao tentar descansar,
Me vem a pergunta
Em quanto tempo um navio afunda,
Até o raio de sol,
A chama da vela,
A luz do faról,
Finalmente cansar?
Acordo assustado,
Corro, me sinto parado,
E então percebo,
Num instante afiado,
Que não é a luz que morre,
Sou eu que desisto de olhar.