Ju Lufada

Era do amor

(Rio Bonito, 10 de outubro de 2008. Juliana de Lima)

Inocente gênese da Alvorada…
Incansável ternura, tu me cativa!
Vosso esmo brio, intenso,
Prenuncia a Era do Amor.

Sua formosura inalterada,
Frescuras vivas.
Para ti profuso incenso,
Para mim, refúgio da dor.

Se cai o temporal,
Decai com ele sua essência,
Contigo tudo se vai, 
A perfeição!

Ó remate (súbito mal)
Ele leva-te a existência, 
O espírito insano te sai,
Como se o cosmo não tivesse por ti afeição.

Por que leva para si toda a beleza? 
Deixando comigo lacuna, solidão,
A fria e tenebrosa tristeza:
Inevitável ilusão! 

(Juliana de Lima).
*Minha primeira poesia.