Similton Fidelino

Paz não se finge e guerra não se esconde

A paz não se finge, 

não veste a máscara 

de sorrisos forçados 

em reuniões vazias, 

não se encontra 

em discursos eloquentes 

que lançam o silêncio 

da injustiça. 

 

A guerra não se esconde, 

não se camufla 

sob o manto da diplomacia, 

não se dilui 

em números frios 

de acordos assinados, 

mas incumpridos. 

 

A paz reside 

no respeito mútuo, 

na escuta atenta, 

na partilha sincera, 

na construção 

de pontes sólidas 

sobre abismos de ódio. 

 

A guerra se manifesta 

no grito do oprimido, 

na lágrima da criança, 

na fome que assola, 

na sede de vingança, 

na devastação da terra, 

no sangue derramado. 

 

A paz é semente 

que germina 

em solo fértil 

de compreensão, 

de igualdade, 

de fraternidade. 

 

A guerra é praga 

que se alastra 

em corações endurecidos, 

em mentes obscurecidas, 

em sistemas corruptos. 

 

A paz é luta constante, 

vigilância atenta, 

compromisso diário. 

 

A guerra é a sombra 

que espreita, 

a tentação fácil, 

o atalho perigoso. 

A paz não se finge. 

A guerra não se esconde. 

A escolha é nossa. 

Sempre.