luminoso, o vitorioso

Poesia nem tanto I

Só eu entendo a minha dor ou sou um assassino ou um omissor, me julguem pelos atos e não pela cor, ou mato a sede com esta garrafa d \'água ou nela afundo as minhas mágoas. Quem seria seu pai não se sabe, apenas aqueles três sujeitos, cada um possui duas e o pai possui a sétima chave. A podridão e a hipocrisia daqueles narcissistas não se dissipa nem que um deles se lave.

 

Momento de lazer, me enche de prazer, dele desfruto quando terminar as tarefas diurnas a fazer. Antes á noite do que de dia, faço a minha poesia, a temperatura está amena mas a cama ainda está fria. É o mesmo colchão onde se deitou a minha amada Lia, enquanto adormecia, eu a observei a dormir enquanto a minha poesia eu lhe lia. Escrevo um verso de cada vez, se me enfastiar eu vou jogar xadrez, capturar a minha rainha e no cativeiro verá nos meus olhos o estrago que fez.

 

A minha amada me havia traído e a minha vida não fez mais sentido, o meu coração senti a ser perfurado, não sabia dizer se foi pelo punhal ou pelo cupido, é um objeto que me infligiu bastante dor, não consegui dizer o que foi, pois eu ainda estava cego de amor. Fiquei completamente desolado, para um lugar vasto fugi por estar devastado, agora neste último momento me encontro no meu apartamento nada mais se escuta a não ser o meu alento.

 

Esta será a minha última carta escrita, sozinho estou bem e não desejo receber visitas, espero que o pombo tenha entregue a carta á menina bonita. És negra mas não é por isso que estás na minha lista, mais de 100 cortes nos meus braços não faz de mim um masoquista. Uma poesia feita em uma noite fria, de barriga cheia mas de mente vazia, arrastados foram os meus versos pela maldita maresia que do deus do mar é uma cria que ele manipulou para roubar a minha sabedoria...